sábado, 8 de janeiro de 2011

O blog e eu.


O novo ano começa e como sempre as promessas e resoluções.
Mentira, eu não fiz nenhuma.
Só queria uma introdução para o primeiro texto de 2011.
E também um pretexto para associar à imagem de um filme muito bacana que se passa na noite de reveillon :P
A verdade é que comecei esse blog sem a pretensão de um tema obrigatório e quero que continue assim.
Sempre gostei de escrever, mas apesar das pilhas de cadernos que acumulo, nunca tive coragem de publicar nada. Tenho vergonha e receio me expor.
Então quando pensei em fazer o blog queria que fosse sobre algo impessoal, que eu gostasse e me interessasse o suficiente para publicar com certa frequência.
Supus, e até tentei, que esse fosse um blog sobre moda e afins.
Mas desde o primeiro texto fui me afastando das "pautas" e me deixei levar pelas emoções.
Percebi que a razão que verdadeiramente me motiva a escrever é apenas uma: sentimento.
O assunto pode ser qualquer um, mas não funciona sem um significado.
E para não ser incoerente com o início desse post ai vai a minha palavra-tema para 2011 :
Coragem.

E assim terminou 2010.


Sonhei com um novo final para a sua história.
E com uma nova história.
Como se tudo pudesse ser reescrito.
Você estava tão feliz!
E todos nós estávamos também.
Mas eu sabia que estava sonhando, o tempo todo.
E por mais que isso me desse alguma esperança momentânea, era cruelmente frustrante.
Acordei muito triste.
Terminei o ano com o coração apertado.
(29/12/2010)

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Difícil é dizer adeus.

No início é só dor.
O choque, um golpe, a desnaturalidade da morte.
É fácil dizer que morrer é a única certeza que temos na vida.
Mas quando perdemos alguém e temos que encarar este fato só resta o silêncio.
As mãos trêmulas, a falta de ar, a dor no peito.
Não fica apenas um vazio, fica tudo de ponta-cabeça, sem sentido, sem rumo.
Muita tristeza...
Que o tempo passe logo para que fique apenas a saudade e as boas lembranças.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

De que você precisa para ser feliz?



"I have lived through much, and now I think I have found what is needed for happiness. A quiet secluded life in the country, with the possibility of being useful to people to whom it is easy to do good, and who are not accustomed to have it done to them. And work which one hopes may be of some use. Then rest, nature, books, music, love for one's neighbor. Such is my idea of happiness. And then, on top of all that, you for a mate, and children perhaps. What more can the heart of a man desire?"   (Tolstói)

Into the wild é um filme capaz de transformar pessoas.
A fotografia, roteiro, atuação, trilha sonora (perfeita!), direção (genial!), absolutamente TUDO é impecável.
Aliás, cada uma dessas categorias merece um post único.
Baseado no livro homônimo de Jon Krakauer ele conta a história verídica de Christopher McCandless.
Conta a história não...ele recria primorosa e poéticamente a saga do jovem que abriu mão de uma vida confortável (e previsível) para buscar na natureza, durante sua viagem rumo ao Alaska, o verdadeiro sentido da vida.
Desse modo, descrever o filme o transformaria em um clichê, o que definitivamente não o é.
Então atenho-me a dizer que essa obra de arte, repleta de paisagens estonteantes embaladas por músicas incríveis, envolveu-me de tal maneira que deixou de ser um filme e tornou-se um sentimento.
Ontem vivi uma situação que retrata bem isso.
Passei por maus bocados no trabalho e estava arrasada.
Logo depois encontrei uma amiga e conversamos a noite toda.
Comemos, bebemos, nos divertimos e no final da noite as experiências ruins tinham ficado tão pequenas que nem parecia que eu tinha passado por aquilo.
Penso que a felicidade é isso, ter amizades verdadeiras e poder contar com o amor destas pessoas nos momentos difíceis.
Curiosamente essa mesma amiga tem um momento muito especial de sua vida relacionado ao filme.
O então namorado dela usou uma frase de Supertramp para pedi-la em casamento.
"Happiness only real when shared."
Fico comovida quando imagino essa cena, digna da sensibilidade e história dos dois.
Sem dúvida uma das mais românticas declarações de amor =)
Esse post é dedicado a vocês, meus queridos.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Balões e delicadeza.



Muito mais que uma animação, Up é uma história comovente.
Que me levou às lágrimas e às gargalhadas com seu roteiro terno e divertido.
A sensibilidade e delicadeza com que a realidade da velhice foi tratada chegam a ser poética.
Meu coração se encheu de saudade dos meus avós, que moram no Rio, e fui tomada por uma emoção que transformou minha percepção sobre seus sentimentos e sua história.
Pude compreendê-los.
Eles são casados há 62 anos e moram na mesma casa há mais de 50.
Porém essa casa fica em um bairro isolado, e a filha que mora mais perto demora uns 20 minutos de carro para chegar lá.
Após alguns problemas de saúde de meu avô e do aumento da violência no bairro a família começou a procurar soluções para que ele e vovó pudessem ficar mais perto e assim ter mais assistência e segurança.
No entanto os dois não querem se mudar.
Foi ali que criaram os filhos e netos, ali está um pedacinho de cada um de nós.
A melhor sensação do mundo é chegar lá e encontrar tudo do jeitinho que sempre foi.
É como um portal para a minha infância e todos os momentos inesquecíveis que vivi ali.
A casa é toda branca com as janelas e portas azuis e fica de frente para uma rua longa.
Lá de longe dá para enxergá-la, como um castelo mágico de um conto de fadas.
É uma casa simples, mas cuidada com muito amor.
Cheia de paninhos de crochê e colchas de fuxico feitos pela minha avó, que também cultiva uma horta, plantas, flores e alimenta as rolinhas com canjiquinha todos os dias.
E de engenhocas fabricadas com muito durepox e cabo de vassoura pelo meu avô.
Cada parede tem uma história de um neto ou filho que cresceu correndo e brincando por ali. E isso faz com que eles se sintam próximos de nós.
É indescritível a admiração e amor que tenho por meus avós.
São, além de um casal lindo, exemplo de luta, dedicação, amor, respeito e união.
Hoje entendo que mais do que um lar aquela casa é verdadeiramente a vida deles.
Pensar em seu bem estar é não questionar sua decisão de continuar a viver lá.
Quem dera eu pudesse pendurá-la nos balões do Sr. Fredricksen e trazê-los para bem pertinho de mim!

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Não consigo parar de escutar!!!!!

"... And I wonder/
 If everything could ever feel this real forever/
 If anything could ever be this good again/
 The only thing I'll ever ask of you/
 You've gotta promise not to stop when I say when/
 She sang.."
 
 
Dave Grohl conta, com muito senso de humor, como Bob Dylan o fez perceber que essa música é especial e a dedica a ele.
So cute!!!!!!!!!
Faz parte do meu momento nostalgia :)



terça-feira, 13 de julho de 2010

Smells Like Teen Spirit


 Hoje é um daqueles dias saudosistas, em que boas lembranças causam até uma certa dor.
Dor boa de saudade.
Saudade da passionalidade de ser adolescente, dos sonhos, do entusiasmo, da melancolia dos conflitos, da falta de habilidade para lidar com tantas emoções novas.
Tinha na janela de meu quarto um adesivo com uma bruxinha escrito: 13 de julho, dia internacional do rock.
Achava que esse era o dia mais importante do ano e desejava muito ter nascido nesta data. (rsss)
Uma recordação forte dessa época é o filme Empire Records. Perdi as contas de quantas vezes o assisti.
Meu sonho era trabalhar naquela loja de discos cheia de gente bacana com uma rotina divertida.
Tenho a trilha sonora do filme e confesso que nem é lá assim tão boa, mas que me transporta para aquela época de tal maneira que virou um dos meus discos-xodós.
Outro filme que me marcou muito foi Singles, esse sim com uma trilha sonora de babar.
Alice in Chains, Pearl Jam, Soundgarden, Mudhoney, Jimi Hendrix, Screaming Trees e Smashing Pumpikins.
Não fosse pela ausência do Nirvana, a que eu mais amava, eu poderia dizer que ali todas as minhas bandas prediletas estavam reunidas.
É engraçado como quando somos jovens coisas simples têm um valor inestimável.
Na busca de uma identidade elegíamos nossos filmes, atores, músicos e ícones inspiradores. E bastava estar em contato com um deles para alcançar a felicidade.
Comprar uma revista de rock, abrir o cd novo e examinar minuciosamente o encarte, encontrar o namorado as escondidas, extravasar a agressividade “moshando” em um show (ou até mesmo dentro do quarto com o som no talo).
Vivia tudo de uma maneira tão visceral, impulsiva, genuína.
Achava que sabia tudo e era muito esperta.
Sinto falta da pureza da rebeldia desta época, de acreditar que podia abraçar o mundo com as mãos.
A ingenuidade da convicção de que nada era impossível.